O prazer em impor sofrimento moral e físico à outra pessoa, em uma relação sexual, é o fenômeno comportamental denominado de sadismo, que inclui humilhação e castigos físicos de diversos tipos. O comportamento oposto, denominado de masoquismo, reflecte o prazer em se submeter moral e fisicamente ao sofrimento imposto em uma relação sexual. O Sadomasoquismo acontece simultaneamente em uma relação em que estejam presentes o sádico e o masoquista.
Foi o médico alemão Kraft Ebbing quem primeiro usou a palavra masoquismo, para definir a relação sexual em que a dor e a humilhação eram ingredientes do prazer. Mas, depois de muito se observar, o fenômeno sexual em questão revelou um leque muito mais amplo de seu significado. A mais conhecida fonte de prazer masoquista, a dor, é apenas um traço simplório que envolve um padrão comportamental que engloba a tendência de o indivíduo querer ser dominado, subjugado e inferiorizado por outro.
Analogamente, o sádico quer dominar e impor superioridade àquele com quem mantém relação sexual. O prazer advém do sofrimento da “vítima”, e para que se consiga o efeito desejado, a variedade de métodos sádicos inclui uma gama imensa de utensílios causadores de dor e humilhação, como correntes, chicotes, cordas, cera quente, etc. Na prática sádica, o sofrimento causado na vítima pode ser consensual ou não. Em muitos casos, há a conjugação de desejos quando quem está na outra ponta da relação é um masoquista. Mas isso nem sempre acontece, o que não tira do sádico o desejo de torturar a vítima. Isso explica atos sexuais violentos que terminam sendo conhecidos pela polícia e resultando na prisão do indivíduo que os praticou.
Tanto o sadismo, quanto o masoquismo e, quando juntos, o sadomasoquismo, são padrões comportamentais que fogem ao objetivo natural da cópula. Todos esses fenômenos sexuais são espécies do gênero Parafilia, que define, justamente, os desvios do objetivo natural do sexo, que é a reprodução. No entanto, todos eles são considerados pela psicologia como variações normais da psique humana. (Referência: Wikipédia)
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